Concerto dedicado a Luiz Costa

Programa

Luiz Costa | Sonatina para Flauta e Piano, opus 23
Allegro Moderato
Scherzino
Vivo
Catarina Atalaya, flauta transversal
Duarte Pereira Martins, piano

Luiz Costa | Sonata em Mi menor para violoncelo e piano, opus 11
Allegro Moderato
Allegretto (scherzando)
Adagio
Allegro
Nuno Cardoso, violoncelo
Duarte Pereira Martins, piano

Obras de Joaquim Gonçalves dos Santos

Programa

Joaquim Gonçalves dos Santos
Prologus, 6 Impressões musicais do Evangelho de São João (2001)
Dedicadas à pianista Ana Isabel Telles Antunes

In principio erat Verbum – No princípio era o Verbo: Maestoso e Solone
Omnia per ipsum sunt – E todas as coisas por Ele foram feitas: Poco Andante
In ipso vita erat – E n’Ele está a vida: Allegretto
Erat lux vera – E [o Verbo] era luz verdadeira: Ricercare
Et Verbum caro factum est – E o Verbo fez-se carne: Misterioso e Grave
Et Vidimus Gloriam eius – E vimos a Sua Glória: Allegro Vibrante

Impressões Bíblicas “Servite Domino in Laetitia” (2007)
Dedicadas ao pianista e organista Giampaolo di Rosa

Salmo 1: Meditações sobre o destino dos bons e dos maus.
(Justorum sors bona; Impiorum mala)
Largo expressivo / Andante grazioso / Adagio patetico
Salmo 132: Breve canto ao amor fraterno. A união fraterna é benção de Deus e é vida.
(Concordiae fratrum jucunditas)
Andante tranquilo / Andante mosso

Ciclo Benjamim: Há Música na Biblioteca!

Obras de Carl Maria von Weber, W. A. Mozart, Ricardo Matosinhos, P. Tchaikovsky e R. Wagner.

Pedro Pereira, Telmo Rocha, Jérôme Arnouf e Daniel Canas, trompas

Ciclo Benjamim: Há Música na Biblioteca!

Obras de H. W. Squire, Margarida Fonseca Santos, J.B.Santos, P.Tchaikovsky, A. Piazzolla, J.S.Bach, J.Strauss Jr., W. Jurmann, pelo Ensemble de Violoncelos da Escola Profissional Metropolitana:
Beatriz Pereira
⁠Íris Matos
Miranda Figueira
Raphaela Rodrigues
Sara Alabaça
Tomás Silva
Tatiana Leonor
Nuno Cardoso

A Noite de Natal

Catarina Távora – narração
Ana Ester Santos – harpa
Duarte Pereira Martins piano

Ciclo Benjamim: Há Música na Biblioteca!

O Ciclo Benjamim é um ciclo de concertos comentados, em ambiente descontraído, que propõem um momento de descoberta, aproximação e encontro entre música, compositores, intérpretes e famílias (e pequenos ouvintes), dinamizados por Catarina Távora. Estes concertos inscrevem-se no projecto educativo do MPMP.

Música de André e Bruno Santos

Ciclo Benjamim: Há Música na Biblioteca!

O Ciclo Benjamim é um ciclo de concertos comentados, em ambiente descontraído, que propõem um momento de descoberta, aproximação e encontro entre música, compositores, intérpretes e famílias (e pequenos ouvintes), dinamizados por Catarina Távora. Estes concertos inscrevem-se no projecto educativo do MPMP.

Obras de F. J. Gossec, G. Bizet, S. Azevedo, N. Rota e J. Ibert

Ciclo Benjamim: Há Música na Biblioteca!

O Ciclo Benjamim é um ciclo de concertos comentados, em ambiente descontraído, que propõem um momento de descoberta, aproximação e encontro entre música, compositores, intérpretes e famílias (e pequenos ouvintes), dinamizados por Catarina Távora. Estes concertos inscrevem-se no projecto educativo do MPMP.

Obras de F. Lacerda, E. Dohnányi, F. Schubert, Z. Kodály, pelo Trio Syndesi:
Tomás Costa – violino
Maria Inês Silva – violeta
Pedro Serra e Silva – violoncelo

Festival Música Viva: Peixinho Político

Jorge Peixinho é um caso singular na historiografia da música portuguesa. A ele devemos (afirmou Augusto M. Seabra) “o efectivo início de práticas musicais contemporâneas em Portugal”. “Nunca é demais recordá-lo”, disse o crítico. Porém, são demasiadas as vezes em que essas práticas são mal recordadas — reduzidas à introdução de uma estética serialista em contexto nacional, resumida de forma rápida pela sua frequência dos cursos de verão de Darmstadt.

Uma caricatura de tal modo esboçada deixa de fora o seu trabalho seminal na electroacústica, na música incidental para teatro ou no contacto com as práticas contemporâneas de outras disciplinas artísticas. Deixa também de fora o aguerrido trabalho de divulgação da música contemporânea, que Peixinho entendeu desde o primeiro momento como parte integral da sua actividade enquanto intérprete e compositor: desde os “succèsses de scandale” com primeiras apresentações de Cage em Portugal (na primeira das quais tinha o nosso compositor uns imberbes 21 anos), à criação dos primeiros cursos dedicados à música nova em território nacional, até à fundação do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa.

Também a sua participação em Darmstadt merece qualificação: a Darmstadt que Peixinho conheceu — e na qual foi ganhando gradualmente notoriedade — foi a dos anos sessenta. Em 1967 e 1968, Peixinho participa em dois seminários de Stockhausen, nos quais são levadas a cabo experiências de composição de grupo, que trabalham uma polifonia radical, deshierarquizada, composta a muitas mãos. Estas duas experiências — “apaixonantes”, escreve o compositor em correspondência — foram decisivas no desenhar do seu horizonte de futuro.

É aqui que nos juntamos a ele, com este concerto. Enquanto Stockhausen (como foi notado logo por alguns contemporâneos) se mostrava desinteressado (quando não mesmo antagónico) quanto ao potencial utópico destas suas propostas musicais, Peixinho tomou para si a tarefa de pensar o que seria uma música política. Numa originalidade absoluta no caso português — seja na “Primavera Marcelista” ou no PREC (como as obras deste programa), seja no período democrático até hoje —, nenhum outro compositor foi tão empenhado na expressão musical dos seus ideais políticos em música, e nos seus ideais musicais na política. As peças deste programa, com as suas partituras abertas à decisão individual e dependentes da escuta atenta entre os membros do ensemble, oferecem modelos de sociabilidade que podem ser descritos como democráticos. Se a política é o conjunto de actividades associadas à tomada de decisão em grupo, esta música é inerentemente política, muito para lá da frontalidade dos seus títulos. Estas peças são testemunhos vivos do espírito de resistência democrática ao regime salazarista e da vontade de construir um país melhor — e lembram-nos que, tal como a música, a política emerge essencialmente das nossas próprias mãos.

Programa

. CDE (1970)
. Elegia a Amílcar Cabral (1973)
. A Aurora do Socialismo (Madrigale Capriccioso) (1975–76)

Ensemble MPMP
Rui Borges Maia | flauta
Armando Martins | trompa
Miguel Costa | clarinete
Daniel Bolito | violino
Ângela Carneiro | violoncelo
Philippe Marques | piano
Francisco Cipriano | percussão
Luís Salgueiro | electrónica

Com a participação de Gisela Casimiro

Bilhetes: 5€ – 12€, consoante os descontos aplicáveis (ver bilheteira São Luiz)
São Luiz Teatro Municipal – Sala Bernardo Sassetti, Lisboa

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