movimento

Quando decidimos criar o MPMP éramos finalistas no Conservatório Nacional. De vez em quando, o nosso percurso formativo cruzava-se com obras de compositores portugueses muito raramente tocadas… e surpreendia-nos a quantidade e qualidade de tantas partituras paradas no tempo, guardadas na biblioteca, gravadas em discos antigos e desde então esquecidas… O que haveria para além disto? Pusemo-nos então em movimento, numa imparável sucessão de surpresas e descobertas!

patrimonial

Depois, apercebemo-nos de que não se tratava apenas de descobrir tesouros antigos. Havia um trabalho fantástico a ser produzido por compositores da nossa actualidade. Havia trabalho incrível a ser desenvolvido por musicólogos, por intérpretes, por melómanos. Faltava uma plataforma dedicada à valorização integrada de todo este património do passado e do presente: criámos a revista Glosas e começámos a articular em rede este meio fascinante!

pela música

Tratava-se afinal de reforçar o próprio meio, estabelecendo pontes e diálogos. Animados pelo fervilhar que daqui surgiu, desenvolvemos uma programação musical intensa com o Ensemble MPMP e dedicámo-nos à criação prática, à edição de partituras e seu estudo interpretativo, ao desenvolvimento de projectos educativos… A música é uma dimensão fundamental do viver social, e é uma arte que só vive temporalmente: decidimos viver sonoramente!

portuguesa

O trabalho foi mostrando e definindo repertórios e tesouros pouco ou nada conhecidos, deixados à margem do que é habitual nas salas de concerto… mas o que significa, afinal, “música portuguesa”? Aos poucos, o prazer deste trabalho foi ampliando uma consciência crítica da condição periférica da produção cultural do mundo lusófono (e não só), e a nossa missão contra-hegemónica abriu-se assim a outros sotaques e a outras línguas postas em diálogo inédito. O mundo é tanto maior quanto melhor o conhecermos: ouçamo-lo!

O MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, é uma plataforma constituída por centenas de músicos do espaço lusófono e reúne diversos projectos em prol da divulgação de música de tradição erudita ocidental.

Enquanto plataforma de contacto entre compositores, musicólogos, instrumentistas e melómanos, tem publicado, desde 2010, a revista Glosas, bem como inúmeros projectos editoriais (CDs, livros e partituras), e promovido a realização de espectáculos um pouco por todo o país e pelo estrangeiro (Brasil, Dinamarca, França e Suécia), divulgando música de compositores de toda as épocas com a colaboração de alguns dos mais promissores nomes da nova geração de instrumentistas portugueses.

Desde a criação do Ensemble MPMP , em 2012, tem promovido o diálogo entre a criação contemporânea e a estreia moderna de repertório esquecido, objectivos com que se apresentou em inúmeros espectáculos nos festivais Música em São Roque, Dias da Música e Prémio Jovens Músicos, ou em auditórios como o Teatro Municipal de Almada e o Teatro Municipal do Porto.

Estabelecendo parcerias com algumas das instituições de maior relevo no panorama cultural português, tais como a Biblioteca Nacional de Portugal, as universidades de Aveiro e de Évora, o Museu da Música Portuguesa e o Museu Nacional da Música, o MPMP foi ainda diversas vezes distinguido em concursos de apoio a projectos culturais de entidades como a Direcção-geral das Artes, a Fundação GDA ou a Câmara Municipal do Porto e, em 2018, recebeu o Prémio de Música Sequeira Costa, promovido pela Fundação Mirpuri.

Edward Luiz Ayres d’Abreu | Presidente da Direcção

Edward Luiz Ayres d'Abreu

É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa (com ano Erasmus no CNSMDP, Conservatoire national supérieur de musique et de danse de Paris), onde concluiu o curso com classificação máxima no exame final, e Mestre em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde defendeu em 2014 a dissertação “Ruy Coelho (1889-1986): o compositor da geração d’Orpheu”. Actualmente é doutorando em Musicologia Histórica enquanto bolseiro da FCT, Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e colaborador do CESEM, Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical. No âmbito do MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, associação de que é co-fundador, tem concebido e coordenado diversos projectos editoriais e de programação musical. Como orador tem colaborado, em aulas, cursos ou concertos comentados, com a Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Nacional de São Carlos e Instituto de Filosofia Luso-Brasileira. | www.edward.pt | edward@mpmp.pt

Duarte Pereira Martins | Coordenador de Produção e Projectos

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Licenciado em Piano pela Escola Superior de Música de Lisboa, concluiu o curso de Piano do Conservatório Nacional com a classificação máxima. É membro fundador do MPMP e Director Artístico das duas inéditas gravações integrais das sonatas de Carlos Seixas e João Domingos Bomtempo. Premiado em diversos concursos de piano, apresenta-se regularmente em concerto por todo o país e estrangeiro, em diversas formações, com especial destaque para a divulgação de património musical português e de repertório para canto e piano. Gravou para a Antena 2 e para a TV Brasil. Frequentou, paralelamente, o curso de Engenharia Física Tecnológica no Instituto Superior Técnico, e frequenta, actualmente, o Mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura no ISCTE. | duarte@mpmp.pt

Jan Wierzba | Director artístico do Ensemble MPMP

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Natural da Polónia e educado no Porto, Jan Wierzba é um dos mais versáteis directores de orquestra da actualidade musical. Projectos recentes e futuros incluem programas com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Netherlands Philharmonic Orchestra, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e Netherlands Kammer Orkest, entre outros. É Maestro Assistente da Netherlands Philharmonic Orchestra, Director Artístico da Orquestra Clássica de Coimbra, Orquestra de Câmara de Almada, e do Ensemble MPMP. Enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian frequentou a Hochschule Fur Musik Franz Liszt em Weimar e terminou o Mestrado em Direcção na Royal Northern College of Music, tendo-lhe sido atribuído o Mortimer Furber Prize for Conducting. Licenciou-se em Direcção de Orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra, sob a tutoria do Maestro Jean-Marc Burfin. | jan@mpmp.pt

Tatiana Bina | Gestora de Património e Projectos Internacionais

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Diplomada pela Universidade de São Paulo, onde se licenciou em História, concluindo o mestrado e o doutoramento em Arqueologia e integrando o LARP, Laboratório de Arqueologia Romana Provincial, enquanto Supervisora de Programas e Pesquisas. Foi docente de História da Arte em diversas instituições universitárias e no MASP, Museu de Arte de São Paulo. Realizou o estágio doutoral no Collège de France, Paris, especializando-se depois em Gestão Cultural no SENAC, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. Actualmente é mestranda em Empreendedorismo e Estudos da Cultura — Património no ISCTE, Lisboa, tendo neste âmbito estagiado no Museu Nacional de Arqueologia. | tatiana@mpmp.pt

Martim Sousa Tavares | Núcleo de Projectos Educativos

Licenciado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa e em Direcção de Orquestra pelo Conservatorio di Musica Luca Marenzio di Brescia e Italian Conducting Academy em Milão, concluiu em 2018, com honras e enquanto bolseiro Eckstein e Fulbright, o mestrado em Direcção de Orquestra na Bienen School of Music, Northwestern University, onde foi aluno de Victor Yampolsky. Dirigiu e trabalhou com orquestras de sete países, e assistiu Christopher Rountree e Alan Pierson, entre outros. Em 2014 funda em Itália a Orchestra di Maggio, com quem se apresentou em várias cidades, e que foi objecto de um documentário e do apoio da Fondazione Torchiani. Em 2014, com os cursos “O que ouvir na música clássica?”, começou um percurso ligado à pedagogia e apreciação musical, com especial atenção ao pensamento contemporâneo sobre a música, ao seu lugar na cultura e à sua relação com as outras artes. | martim@mpmp.pt

Luís Salgueiro | Direcção de Edição de Partituras | Co-direcção de conteúdos da Glosas

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Luís Salgueiro é compositor de música instrumental, electrónica e mista, licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou sob a orientação dos professores António Pinho Vargas, Carlos Marecos e Luís Tinoco. Foi compositor-residente do Ensemble Juvenil de Setúbal na sua temporada inicial. Para além do seu trabalho criativo, dedica-se também a actividades técnicas, na área da produção (como Produtor do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian) e preparação de partituras (como freelancer). | luis@mpmp.pt

José Carlos Araújo | Co-direcção de conteúdos da Glosas

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Licenciado pela Faculdade de Letras de Lisboa, é actualmente investigador do Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa. Como músico, estudou instrumentos históricos de tecla e interpretação de música antiga com Cremilde Rosado Fernandes e José Luis González Uriol, apresentando-se regularmente em recitais a solo, quer em órgãos históricos, quer em cravo, clavicórdio e pianoforte, e dedicando-se frequentemente a repertórios raramente explorados dos séculos XVII e XVIII. Em 2004, foram-lhe atribuídos o Primeiro Prémio e o Prémio do Público no concurso Carlos Seixas, pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Inaugurou o selo discográfico Melographia Portugueza (MPMP) em 2012, no âmbito da integral da obra para tecla de Carlos Seixas. | jca@mpmp.pt

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