Filipe de Magalhães (Azeitão, 1571? ~ Lisboa, 1652), filho de António Gomes e Filipa Fernandes, foi aluno de Manuel Mendes na claustra da Sé de Évora. Aí, foi ordenado em 1585, constando já da lista de cantores assalariados da Catedral em 1590. Após a morte do Bispo de Évora D. Teotónio de Bragança em 1602, Magalhães muda-se para Lisboa, ingressando como cantor na Capela Real, ao mesmo tempo que ocupou o cargo de mestre do coro da Capela da Misericórdia. Magalhães era tido em alta estima pelo seu mestre, Manuel Mendes, que em 1605 lhe legou testamentalmente toda a sua música. A 27 de Março de 1623, Magalhães tornou-se mestre da Capela Real, posto que ocupou durante quinze anos, até à sua reforma (a 15 de Março de 1641), com um salário de oitenta mil réis e cinco moios de trigo. Magalhães publicou três obras: o Cantus Ecclesiasticus… (Lisboa, 1614), Cantica Beatissimae Virginis (Lisboa, 1636) e o Missarum Liber cum Antiphonis Dominicalibus… (Lisboa, 1636). Para além destas obras, outras sobreviveram em manuscritos em Portugal e Espanha. No catálogo da biblioteca de D. João IV constam uma missa a oito vozes, motetes, salmos e um vilancico, que entretanto se perderam.

Luís Henriques